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26 de julho de 2020

#tbt saudades!

O blogue e a educação

“Na noite chuvosa de quinta-feira”, 04 de abril de 2013, enquanto o prédio da Faculdade de Educação da UFRGS se esvaziava depois de mais um dia de atividades, o professor Paulo Francisco Slomp dialogava com a turma de Software Livre na Educação sobre a importância dos blogues e suas contribuições ao fazer pedagógico. Chegamos à conclusão de que são muitas as possibilidades de ensino/aprendizagem e de comunicação educativa que esta ferramenta pode oferecer.

Uma dos potenciais que têm, os blogues, é enquanto espaço de armazenamento de materiais como textos, fotos, vídeos e arquivos de áudio. Esse recurso é interessante para a socialização e acesso à esses materiais por parte de alunos e professores. Também foi mencionada a importância que o blogue pode adquirir como espaço de estímulo à autoria na escrita. Através da alimentação de um blogue um aluno pode elaborar publicações, individuais ou coletivas, que o levariam a pensar sobre a transmissão de informações e sobre a realidade que se transmite.

Outros potenciais pedagógicos dos blogues foram mencionados e, após visitarmos algumas páginas educativas disponíveis na web, partimos para a criação de nossos blogues. A plataforma utilizada foi a WordPress, pelo fato de ser livre e por nela estar localizada a hospedagem www.ufrgs.br/soft-livre-edu/. Aliás, a característica “livre”, foi tratada na oficina, e acerca das diferenças existentes entre um blog de software livre e um proprietário. Concluímos que nos blogues livres, além de o usuário não ficar dependente de um serviço de hospedagem, o mesmo tem mais liberdade de diagramação, uso de cores e personalização em geral. Foram quatro novos blogues que, respeitando suas diferentes propostas e as características de cada autor, foram criados com o intuito de serem portais educativos e de comunicação livre. Encerramos a atividade fazendo nossas  primeira publicações nos recém-nascidos blogues."

Páginas educativas exibidas:

Profª Bernadete Motter (Caxias do Sul – RS) http://caminhosparachegar.blogspot.com.br

Profª Suely Aymone (Uruguaiana – RS) http://ufabloguei.blogspot.com.br

Prof. Marli Fiorentin (Nova Bassano – RS) http://blogosferamarli.blogspot.com.br

Prof. Robson Freire ( Rio de Janeiro – RJ) http://caldeiraodeideias.wordpress.com

Felipe Bischoff (RS) http://www.ufrgs.br/soft-livre-edu/felippebis

Rafaela Melo (RS) http://rafaelamelo.org e http://blog.rafaelamelo.org

"Saudades de meus pares"


27 de novembro de 2011

1º Seminário Regional de Uso de Tecnologias na Educação

Trabalhei no NTE de Caxias do Sul  em 2006, quando estava cursando Especialização em TIC  na UFRGS.Foi somente um ano.  Em 2007 fui para o I.E.E. Cristóvão de Mendoza, todo o trabalho desenvolvido na escola  foi contado aqui nesse blog que está completando 5 anos.
Espero que nos próximos 4 anos eu consiga com meu novo trabalho,  refletir , aprender,   compartilhar  e continuar a contar aqui, no meu "Caminhos".   Iniciando hoje  pela criação do  blog que colocamos no "ar"  Blog do NTE.  Espero, que ele forme  uma grande rede de colaboração e de  cooperação, sendo esse seu  objetivo maior.
Escrevi esse post em 13 de abril deste ano (2011), quando o escrevi  não tinha nem de longe a ideia do que iria acontecer no curto prazo de 2 meses. No final de junho entrei em licença para tratar de um  câncer de mama. Na semana que inicia amanhã  faço a quinta e penúltima quimioterapia. É uma agonia necessária  que fará que o tumor de 1,4 cm retirado em julho não volte, é preciso deixar tantas coisas em segundo plano,  tantas...o sofrimento é inevitável mas há também a esperança , a quase certeza da cura.
Refletir , aprender,  compartilhar , rede de colaboração e de  cooperação é o que irá acontecer amanhã no evento de socialização de boas práticas pedagógicas promovido pelo NTE de Caxias do Sul, no seminário da Região Serrana . Lamentando por não poder estar presente  desejo a todos os participantes muito sucesso.

25 de outubro de 2010

Aprendizagem em Ambientes Virtuais


ISBN: 978-85-7061-600-5
EDUCS

Nunca fiquei tanto tempo sem postar , sem estar no mundo virtual. Lamentavelmente há épocas, períodos, fases em nossa vida que temos que nos dedicar ao que é mais urgente, ao que é necessário pensar e fazer. Não que eu tenha substituído o mundo virtual por cinema, por leitura, por exemplo, que também adoro, são outros assuntos, “assuntos da vida”, ou “problemas da vida”, que teimam em aparecer nesse ano de 2010.
Hoje estou aqui, para indicar E-book - Aprendizagem em Ambientes Virtuais: compartilhando idéias e construindo cenários . Das professoras Doutoras:Carla Beatris Valentini e Eliana Maria do Sacramento Soares.A professora Carla Valentini é daqui de Caxias do Sul, no E-book há textos de mais professoras da UCS.

Está nesse endereço e conta com o prefácio de Léa Fagundes. Basta fazer um cadastro e baixá-lo em PDF.

4 de abril de 2009

web2.0

Os seminários aconteceram lá em São Paulo, longe daqui, mas a Internet é isso, a web 2.0 é isso. Nos dá oportunidade para que possamos aprender através da cobertura dos eventos pelos sites, pela nossa interação, pela cooperação das colegas , pelas estruturas que já possuímos, formando outras em um nível diferente . Um exemplo: Já havia tentado colocar apresentação de slides do Picassa no meu blog, como trabalho com modelo e não layout não conseguia, no blog de layout a página ficava pesada. Tentei o ano passado. Penso que o embed do picassa para o slideshow é novo, ou estou enganada? De qualquer forma aprendi com a Gládis e a Marli a fazer e incrementar Meu webnote.


28 de junho de 2008

Léa Fagundes

Promovida pelo NIDI, Núcleo de Inclusão Digital de Caxias do Sul, tivemos a oportunidade de participar da palestra com a Professora Léa Fagundes, consultora do Programa de Inclusão Digital do Ministério da Educação e coordenadora pedagógica do projeto piloto UCA (Um Computador por Aluno), desenvolvido pelo Laboratório de estudos Cognitivos da UFRGS. Durante a palestra com interação do público, a professora abordou a metodologia de trabalhar com Projetos de Aprendizagem metodologia essa baseada no construtivismo, entre outros assuntos que surgiram. Falou de seus estudos da Epistemologia Genética de Jean Piaget e da importância desta ciência. Lembrei-me então, do início do meu Curso de Especialização e de como me sentia diante da leitura de parte da obra de Piaget, que não conhecia. Vim de uma escola tradicional onde a concepção é embasada na teoria empirista/instrucionista, ou seja, de Transmissão de conhecimento, o conteúdo a ser desenvolvido é determinado pelo professor, pois é esse que tem o poder de “ensinar” e ao aluno resta simplesmente, receber o conhecimento pronto. [...] tudo parte das decisões do professor, e a ele, ao seu controle, deverá retornar. Como se o professor pudesse dispor de um conhecimento único e verdadeiro para ser transmitido ao estudante e só a ele coubesse decidir o que, como, e com que qualidade deverá ser aprendido. Não se dá oportunidade ao aluno para qualquer escolha. Não lhe cabe tomar decisões. Espera-se sua total submissão a regras impostas pelo sistema [...].Fagundes (1999, p. 15 - 16).

Através das leituras, entendi que as noções básicas de um sujeito em crescimento não provém do meio, através dos órgãos de sentido (empirismo), nem são apríoristicas ( o sujeito já traz na bagagem hereditária) e sim, parte da interação ativa do sujeito com o meio. Para Piaget, o conhecimento não está nem no sujeito nem no objeto, mas é construído na interação do sujeito com o objeto. É interagindo que sujeito produz sua capacidade de conhecer, ao mesmo tempo em que produz o próprio conhecimento. A partir da interação com a teoria piagetiana de construção de conhecimentos como pensar em continuar a usar em sala de aula uma metodologia centrada na fala do professor, seguindo ora uma concepção que acredita que o sujeito aprende ouvindo, vendo, escutando, ora, que a qualquer momento terá um insight e assim aprenderá.
Na metodologia de aprendizagem por projetos, uma prática pedagógica baseada na construção de conhecimento, que agora estou aplicando com minhas alunas do curso normal, ao invés de dar o raciocínio pronto, o professor falando e o aluno ouvindo, o professor passa a ser desafiador, ou seja, aquele que abre espaço à participação dos alunos, favorece a autonomia na escolha, questiona e problematiza para gerar conflitos cognitivos e com isso, o desenvolvimento da inteligência e a construção do conhecimento. Essa forma de trabalhar a construção de conhecimento implica numa grande mudança de concepção pedagógica, portanto, uma possibilidade de mudança na prática
. Foi o que aconteceu comigo.

26 de maio de 2008

Avaliação

Como professora de matemática ao longo de todos os anos em que trabalhei com a disciplina, via na motivação o elemento diferenciador para que a aprendizagem ocorresse. Minha tarefa maior era fazer com que os alunos sentissem motivação para, pois assim eu os "guiaria" para a aprendizagem , "lutava" para que eles interagissem com o objeto, interagissem com os colegas, questionassem e argumentassem em sala de aula. Aprendessem.
A idéia de que o professor avalia seu trabalho, a metodologia aplicada, verificando a aprendizagem dos alunos ou não, é que mais aproxima-se do que penso sobre avaliação.
A questão de como avaliar um Projeto de Aprendizagem, que é uma metodologia relativamente nova para mim é um desafio , passei pela experiência o ano passado (2007), foi e está sendo a parte mais difícil do processo.
Lendo a respeito de avaliação de Projeto de Aprendizagem, no texto da professora Lea Fagundes

Aprendizes do futuro: as inovações começaram
:saliento
"Buscar a informação em si, não basta. (...)Os alunos precisam estabelecer relações entre as informações e gerar conhecimento. Não há interesse em registrar se o aluno retém ou não uma informação, aplicando um teste ou uma prova objetiva, por exemplo; porque isso não mostra se ele desenvolveu um talento ou se construiu um conhecimento que não possuía. (...)
A situação de projeto de aprendizagem pode favorecer especialmente a aprendizagem de cooperação, com trocas recíprocas e respeito mútuo. (...) A proposta é aprender conteúdos, por meio de procedimentos que desenvolvam a própria capacidade de continuar aprendendo, num processo construtivo e simultâneo de questionar-se, encontrar certezas e reconstruí-las em novas certezas. Isso quer dizer formular problemas, encontrar soluções que suportem a formulação de novos e mais complexos problemas.(...)
O importante é observar não o resultado, um desempenho isolado, mas como o aluno está pensando, recursos já pode usar, que relações realiza ou inventa."
Ouvindo também a palestra sobre PA no primeiro Encontro On-Line em 2006 com as professoras
Íris Tempel Costa e Beatriz Magdalena quando focaram a Avaliação em PA, destaco:
"O aluno deve ser acompanhado no processo.
A mudança sobre um conceito demonstra que o aluno está aprendendo.
A aprendizagem do aluno não se faz em relação a que ele, professor, sabe, mas na evolução do conhecimento do aluno, (re)construção do conhecimento.
A Aprendizagem é de cada um e não em relação a do professor.
Avaliação em PA é verificar se todo o trabalho que foi desenvolvido , responde a questão inicial proposta no PA."
Estou há três dias visitando todas as páginas dos projetos de minhas alunas, embora a pesquisa ainda não tenha iniciado , é possível ver nas dúvidas e certezas de cada questionamento surgido os conceitos elencados. A escolha dos conceitos principais para a construção dos mapas conceituais, a ligação e que sentido deram a eles.
Avaliar em qualquer metodologia não é fácil, o parecer nº 755/98 do Conselho Estadual de Educação diz:
Instalou-se nas escolas uma expressão “avaliação do aluno” que revela o quanto essa atividade está afastada de sua finalidade principal, que é fornecer ao professor informações sobre a eficácia e efetividade da metodologia por ele empregada para alcançar aprendizagem por parte do aluno. A medida que o professor realiza seu trabalho, propondo atividades, exercícios, experiências, tarefas, etc...a seus alunos, é necessário que, passo a passo, ele verifique se os objetivos que pretende atingir foram sendo realmente alcançados. Se não o foram, cabe-lhe insistir, mediante o emprego de outra metodologia, até que finalmente, se convença de que os alunos realizaram aprendizagem, não só do ponto de vista quantitativo (quanto aprenderam), mas do ponto de vista qualitativo ( como ou quão bem aprenderam).
È importante perceber que, mesmo que nesse processo tenham sido utilizados medidas, o que se busca, ao final, é um juízo de valor e não uma medida. Esse juízo de valor é referido classe como um todo e serve de informação sobre a conveniência ou possibilidade de seguir adiante ara perseguir ainda outros objetivos. È portanto, um juízo com perspectiva de futuro: posso continuar? Como continuar?”

Enfim, quando se pensa em avaliação como informação para o professor seguir adiante com uma metodologia, ou não, nos faz pensar.

21 de maio de 2008

Clustr Maps

Hoje, quando entrei em meu blog fiquei surpresa com as visitas no meu Clustr Maps , as "bolinhas vermelhas" haviam sumido. Logo pensei no erro de página que está havendo desde que editei no modelo, a widget do blog Mapas on Line.Fui procurar e descobri que, depois de uma ano que a conta foi criada, o mapa é substituído por outro novinho com novas marquinhas vermelhas.
Locations of visitors to this page

O antigo fica armazenado no arquivo Maps, é só clicar e ele aparecerá .

Na foto que capturei do arquivo, aparece as visitas feitas desde o dia 20/05/2007 até 20/05/2008, ou seja 4803. Lembro muito bem do dia que coloquei no meu blog , estava fazendo a disciplina de Blogs e Flogs no Curso de Especialização .
Esse número de visitantes não coincide com os do marcador do
Código Fonte pois, esse, foi colocado um ano antes.

8 de maio de 2008

Google Analytics

No blog do Erick Formaggio encontrei na categoria blogger como usar o Google Analytics, que não conhecia. Basta um tempinho e vontade para aprender, é fantástico, tanto quanto a aprendizagem online que pode existir aqui neste mundo virtual. Eu sempre quis saber como o blog cooperativo feito no curso de Especialização, Mapas On Line, recebia tantas visitas e mais , como chegavam até ele, pois são visitas do mundo inteiro. Fazendo o cadastro no dia 06/05, ou seja, há dois dias , já estou obtendo as respostas.

Para uma amostra , coloco aqui os resultados desses dois dias:
12 visitas acessaram diretamente esse site -Tráfego direto

Os sites de referência enviaram 14 visitas por meio de 9 origens - Sites de referência.

A pesquisa enviou 160 visitas por meio de 4 origens - Mecanismos de pesquisa.

Aqui estou falando de um recurso, há muitos mais. Vale a pena criar uma conta.

24 de abril de 2008

Google Trends

Eu conheci o Google Trends quando fiz uma postagem sobre Campus Party. Hoje visitando o blog do Professor Cristóbal Cobo , que localizei através do blog da Professora Ana Beatriz , pude ver e aprender mais sobre seu uso. Coloquei as ferramentas blogs e wiki para ver como estão sendo usadas . Pelo trend history temos:Uso de blogs e wikis

Em 2004 nos mecanismos de busca a procura por wiki era pequena , porém, agora em 2008, a ferramenta wiki supera o uso de blogs. Vou colocar as fotos em duas partes. Para melhor visualização veja no link acima.

No Brasil o uso de wiki, segundo o gráfico , é muito pequena.

18 de março de 2008

PBwiki 2.0


No trabalho que iniciamos, as alunas publicam os projetos no pbwiki. Ontem , dia 17/03, depois de terem feito uma apresentação do grupo no Front Page, fomos para a criação do wiki com a primeira turma. A semana passada quando visitei o site http://pbwiki.com/ , ainda não havia o PBwiki 2.0. Está agora com um novo design e também amplia possibilidades para a publicação e edição.Coloquei aqui um exemplo das duas.
Design Antigo

23 de fevereiro de 2008

Nuvem de tags



Participar de um grupo de interação e cooperação virtual nos faz aprender, nos motiva para continuarmos.Muitas vezes encontramos em uma mensagem o que estavámos buscando, como por exemplo a mensagem da Fátima Franco sobre como fazer nuvem de tags, que eu queria aprender.
Fiz pelo
zoomclouds , site indicado por ela, essa nuvem dos links do meu blog. Editei no modelo mas aparece erro de página. Tentei na wiki Nuvem , o erro de página continua.
Fica aqui registrado a minha tentativa.

6 de outubro de 2007

Programa Sua Escola

O Programa Sua Escola a 2000 por Hora vem desenvolvendo ações para a construção de ações educativas que promovam a aprendizagem, de maneira criativa e inovadora, utilizando o potencial das novas tecnologias de informação e comunicação e possibilitando a formação integral do indivíduo tomando por base quatro pilares fundamentais: aprender a ser, aprender a conviver, aprender a conhecer e aprender a fazer.

Uma dessas ações é o portal do Programa Sua Escola a 2000 por Hora, que está estruturado nos 4 pilares da tecnologia na educação, ou seja em 4 áreas - Comunique, Pesquise, Interaja e Aprenda. Assim, o portal pode ser usado para acesso a informações, comunicação (interação entre pessoas), disseminação de experiências e aprendizagem colaborativa. Nesta EAC (Experiência de Aprendizagem Colaborativa) iremos vivenciar e propor estratégias de aprendizagem, fazendo uso do portal do Programa Sua Escola. Escola 2002

Minhas alunas estão reclamando que não tenho postado sobre os Projetos, estamos em fase de planejamento. Cada grupo está preparando planos com o conteúdo desenvolvido nos projetos para aplicá-los com uma turma de alunos ou para a apresentação para as colegas. Aguardem todos os trabalhos serão comentados aqui. Enquanto isso estou participando do curso descrito acima.

13 de dezembro de 2006

Ler-Imaginar-Sonhar

"Que extraordinário exercício de alienação é a literatura! Mergulhados num livro a realidade que nos cerca deixa de existir. Estamos inteiramente no mundo do pensamento. Se Marx estava certo ao afirmar que “o homem é o mundo do homem” então, na literatura, tornamo-nos criaturas dos muitos mundos da fantasia. Tornamo-nos personagens de uma estória inventada, “atores” de teatro. “Não é incrível que um ator, por uma simples ficção, um sonho apaixonado, amolde tanto sua alma à imaginação, que todo se lhe transfigure o semblante, por completo o rosto lhe empalideça, lágrimas vertam dos seus olho, suas palavras tremam e, inteiro seu organismo se acomode à essa mera ficção? ( Shakespeare, Hamlet, ato 2º., cena II). Os atores são seres alienados da realidade por estarem vivendo totalmente no mundo da ficção. É nisso que se encontra “a virtude paradoxal da leitura, que consiste em fazer-nos abstrair do mundo para lhe encontrarmos um sentido.” ( Daniel Pennac, Como um romance, ASA, Portugal, p. 17 ). Todo artista é um fingidor. Todo leitor tem de ser um fingidor. Fingir, brincar de fazer de contas, tratar as coisas que são como se não fossem e as coisas que não são como se fossem! É dessa loucura que surgem as mais belas criações da arte e da ciência. Por isso eu me daria por feliz se a educação fizesse apenas isso: introduzir os alunos no mundo mágico do pensamento tal como ele acontece na literatura.. Quem experimentou a magia do pensamentouma única vez não se esquece jamais... "
Texto capturado do site, em 13/12/06

2 de novembro de 2006

Auto-Avaliação-PROA03

Tudo começou há 4 meses atrás quando eu nada sabia da Epistemologia Genética, ou seja, da teoria de como se adquire conhecimento de Piaget. Depois de ler os textos disponíveis no curso procurei por outra fontes, queria saber. Fui descobrindo com a ajuda da professora e de minhas colegas, quais os autores mais fiéis a teoria Piagetiana.
Nesse caminho, naturalmente surgiram o Apriorismo e Empirismo e eu consegui fazer uma reflexão da minha prática pedagógica, embasada em conhecimentos adquiridos nessa disciplina e no PROA4.
Para vocês terem uma idéia, no início, eu pensava que o grande colaborador de Piaget "Inhelder" fosse homem e que J. A. Castorina, outro autor muitas vezes citado, fosse mulher.
Iniciei com o método clínico que penso, entendi bem, estudei os estágios de desenvolvimento, desde o sensório-motor até o pensamento formal. A segunda tarefa , distinguir os diferentes tipos de intervenções que aconteceram em algum momento na parte presencial, fizeram com eu aprendesse, na prática a estratégia usada por Piaget . Preciso ver com mais detalhes os tipos de respostas dadas pela criança: não importismo, fabulação, crença sugerida, crença desencadeada e a crença espontânea. Já iniciei minhas leituras a respeito.
Aprendi o que é Positivismo Lógico, que “insigth”, na teoria Piagetiana não existe porque o “de repente” não passa de uma ilusão produzida pelo desfecho de um longo processo quase totalmente inconsciente, segundo Fernando Becher (1999). "Leio" agora, com significado.
O que chamou muito minha atenção foi a passagem do egocentrismo intelectual para a cooperação. Que sozinho nenhum indivíduo conquista o progresso lógico , a matemática está aqui, operações, reciprocidade, reversibilidade, cooperação. Ás operações de um indivíduo isolado correspondem, na interação social, as "co-operações , segundo Thomas Kesselring(1993).
Com certeza vou continuar meus estudos em busca de novos conhecimentos e na realização da (re)leitura das fontes citadas.
Foto capturada do site: http://www.piaget.org/

24 de outubro de 2006

Significados!!


Sou professora de matemática e, ao longo de todos os anos em que trabalhei com alunos, via na motivação o elemento diferenciador para que a aprendizagem ocorresse. A tarefa maior era fazer com que meus alunos sentissem motivação para, pois assim eu os “guiaria” para a aprendizagem . Em nenhum momento resignava-me com a simples transmissão de conhecimentos, “lutava” para que eles interagissem com o objeto, interagissem com os colegas, questionassem e argumentassem em sala de aula.
Estou a partir do início do curso de especialização estudando e conhecendo o que nunca aprendi teoricamente. Vejo agora que a epistemologia que usei em minha prática pegagógica era mistura de Empirista com Construtivista, tenho agora fundamentos para poder fazer com maior segurança essa análise.
Em minhas leituras, que continuam, uma chamou especialmente minha atenção.É o livro Pensamento e Linguagem de L.S. Vygostky, tradução Jéferson Luiz Camargo(1991), quando salienta o desenvolvimento dos conceitos ou significados das palavras, na página (72), ele escreve:
“A experiência prática mostra também que o ensino direto de conceitos é impossível e infrutífero. Um professor que tenta fazer isso geralmente não obtém qualquer resultado, exceto o verbalismo vazio, um a repetição de palavras pela criança, semelhante à de um papagaio, que simula um conhecimento dos conceitos correspondentes, mas que na realidade oculta um vácuo.
Tostoi, com sua profunda compreensão da natureza da palavra e do significado percebeu, mais claramente do que a maioria dos outros educadores, a impossibilidade de um conceito simplesmente ser transmitido pelo professor ao aluno. Ele narra suas tentativas de ensinar a linguagem literária a crianças camponesas, “traduzindo” primeiro o seu próprio vocabulário para a linguagem dos contos folclóricos e, depois, traduzindo a linguagem dos contos para o russo literário. Descobriu que não se poderia ensinar às crianças a linguagem literária por meio de explicações artificiais, por memorização compulsiva e por repetição, do mesmo modo que se ensina uma língua estrangeira. Tostoi escreve:
Temos que admitir que tentamos várias vezes...fazer isso, e que sempre nos deparamos com uma enorme aversão por parte das crianças, o que mostra que estávamos no caminho errado. Esses experimentos me deixaram com a certeza de que é impossível explicar o significado de uma palavra. Quando se explica qualquer palavra, a palavra “impressão”, por exemplo, coloca-se em seu lugar outra palavra igualmente incompreensível, ou toda uma série de palavras, sendo a conexão entre elas tão ininteligível quanto a própria palavra.
O que a criança necessita, diz Tolstoi, é de uma oportunidade para adquirir novos conceitos e palavras a partir do contexto lingüístico geral.
Quando ela ouve ou lê uma palavra desconhecida numa frase, de resto compreensível, e a lê novamente em outra frase, começa a ter uma idéia vaga do novo conceito: mais cedo ou mais tarde ela...sentirá a necessidade de usar essa palavra-e uma vez que a tenha usado, a palavra e o conceito lhe pertencem... Mas transmitir deliberadamente novos conceitos ao aluno...e´, estou convencido,tão impossível e inútil quanto ensinar uma criança a andar por meio das leis de equilíbrio.”
Vygostky e Piaget foram contemporâneos, nasceram no mesmo ano em 1896, ambos foram estudiosos do desenvolvimento.Nesse livro que cito, Vygostky a todo momento compara seus estudos aos de Piaget, tornando a leitura extremamente interessante.

24 de setembro de 2006

Positivismo Lógico

No livro Jean Piaget de Thomas Kesselring; tradução de Antonio Estevão Allgayer e Fernando Becker (1993). Observações sobre a técnica de trabalho de Piaget diz: “ Quando estudantes norte –americanos lhe perguntaram de que modo ele, que examinara a criatividade das crianças, teria chegado pessoalmente às suas idéias, nomeou três fatores entre si complementares: “ O primeiro é não ler nada daquilo que já foi escrito sobre a matéria da qual no momento se está ocupado; a leitura só deve ser feita depois. O segundo método é ler tudo o que for possível acerca de áreas de conhecimento vizinhas à matéria em estudo.. Para o estudo da inteligência são essas naturalmente, de um lado a biologia e de outro lado a matemática e a lógica, etc, incluída a sociologia e tudo aquilo que contorna o objeto com que está lidando. e o terceiro método é este: Deve-se ter um bode expiatório. O meu é o positivismo lógico.” (Págs 47, 48)
Desde que postei essa mensagem tenho procurado , através de leituras, aprender o que é Positivismo Lógico, ou seja , o que Piaget não aceitava usar em seu método de trabalho.No livro Fundamentos de Metodologia Científica de José Carlos Koche, encontrei a resposta. Fiz uma síntese que coloco aqui.

  • Síntese
  • 16 de setembro de 2006

    Teorias de Conhecimento

    "Normalmente quando falamos de estímulo-resposta associamos ao behaviorismo (+ ligado ao empirismo), e quando utilizamos insight,a teoria da gestalt (apriorismo). Piaget não é nem empirista nem apriorista, e sim construtivista."( Professora Luciane-08/06).

    Desde que postei essa mensagem acima,tenho procurado através de leituras conhecer um pouco sobre as teorias de conhecimento.O que eu sabia era senso comum, nada mais do que isso.Fiz matemática e não lembro de ter nenhuma disciplina sobre. Procurei verificar qual epistemologia é mais forte em meu trabalho como professora. Das leituras que fiz, encontrei em Fernando Becker, o que procurava:" o docente precisa refletir, primeiramente, sobre a prática pedagógica da qual é sujeito. Somente então apropriar-se-á de teoria capaz de desmontar a prática conservadora e apontar para as construções futuras.A simples mudança de concepção epistemológica não garante, necessariamente, uma mudança de concepção pedagógica ou de prática escolar, mas sem essa mudança de concepção superando o empirismo e o apriorismo certamente não haverá mudança profunda na teoria e na prática de sala de aula." Disponível em: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/ideias_20_p087-093_c.pdf Acesso em 12/09/06

  • Empirismo
  • Apriorismo
  • Contrutivismo
  • 8 de setembro de 2006

    Proa-06

    Aproveitando o feriado, ontem, passei o dia tentando editar o Vê na wiki, não consegui.Vou contar como foi. Tentei fazer o Vê em editor de html e copiar a linguagem na wiki, não deu certo pois a wiki não reconhece todos eles (códigos). Tentei então fazer uma figura, o problema é que não conseguia linkar. Resolvi então fazer no editor e publicar. Penso que ficou bom, mas quero conseguir editá-lo na wiki. Gostaria muito de aprender.
    Vou linkar o endereço aqui:
  • Proa 06
  • 20 de agosto de 2006

    Conhecimento pelos sentidos?

    "Por séculos em nossa cultura ocidental acreditamos que a inteligência recebe o conhecimento dos objetos diretamente pelos sentidos!E isso orientou nosso "ensino". Há anos recorremos aos áudio-visuais, depois passamos a usar materiais multi-sensoriais, e agora estamos buscando "recursos digitais integrados. Sempre orientados pelas mesmas certezas!"
    E essa descoberta em que poderá mudar nossa prática pedagógica?"
    Visitando o fórum da Professora Léa Fagundes,copiei essa mensagem que ela enviou a uma aluna.Lembrei-me do meu estágio, como professora de séries inicias, no ano de 1975, fui muito bem na avaliação de minhas supervisoras, usava muito cartazes, a parede toda coberta, ficava até de madrugada para dar conta.
    Um dia levei um rádio como "incentivo" para uma atividade, fui muito eleogiada pois estava inovando.
    Venho dessa escola qua a professora Léa descreve aqui, estou conhecendo somente agora a teoria construtivista, ouvia falar, mas não conhecia a essência os fundamentos. Que pena!!